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ELEIÇÕES PARLAMENTARES 2009

Aproveitemos para renascer das cinzas como o Fénix

Postado por Dulce Rodrigues a 26 de Setembro de 2009

É altura de sabermos zelar pelos nossos interesses e direitos, e de fazermos notar que – tal como se passa nos outros países – são os Portugueses que têm a prioridade de decisão nos assuntos que dizem directamente respeito ao seu país. Se não formos nós a defender a nossa Pátria, quem o fará por nós? Ou será que a Pátria portuguesa tende a desaparecer porque a maior parte dos Portugueses já não sabem o que é patriotismo? A não confundir com “nacionalismo”, palavra tão do gosto de certos demagogos que se servem da ignorância dos outros para poderem continuar a proliferar…

O momento chegou para uma grande reflexão sobre o que temos feito no passado, para que esses erros não se repitam no futuro. E quanto aos nossos governantes, será bom que compreendam que foram eleitos para servir o país e o seu povo, não para se servirem a si próprios.

A crise que atravessamos (e também o resto do mundo) é económica, mas é sobretudo social e cultural, moral e espiritual. E no que nos diz respeito a nós, Portugueses, não é de hoje, mas sim de há muito… Em Portugal, gerações houve de filósofos, de sábios, de artistas… Mas a elas sucedeu uma “tribo” vulgar de eruditos sem poder crítico, de académicos de mangas de alpaca, de imitadores sem criatividade, de oportunistas hipócritas. Comprazemo-nos na contemplação das misérias que a comunicação social nos faz engolir… No compadrio de intrigas estéreis e invejosas… No uso de expedientes como modo de vida. Elegemos a ignorância como sabedoria… E deixámos que o vício tomasse o lugar, pouco a pouco, do vazio deixado pela moral e a dignidade… Estamos confortavelmente instalados na mediocridade. Segundo o princípio de causa e efeito, estamos a colher o que semeámos.

O povo português é contraditório e, sobretudo, paradoxal. É um povo que fala mais com o coração do que com a cabeça, pelo que não é um povo racional. Daí o não saber eleger os seus governantes – aqueles que teve no passado e aqueles que tem no presente. Como os nossos govenantes têm sido mediocres, o país não pode avançar. “Em terra de cegos quem tem um olho é rei”, lá diz a sabedoria popular. E como, geralmente, para compensar terem um só olho, têm também uma ambição e uma hipocrisia desmesuradas, facilmente se desembaraçam dos que têm dois olhos, normalmente honestos e demasiado ingénuos para acreditarem que os outros podem ser diferentes

O povo português é um povo nobre e generoso e um povo de génio quando o coração é comandado por uma cabeça que pensa. A sua natureza inconstante, porém, leva-o a recorrer a todo o tipo de expedientes para sobreviver e, se não for sustido por uma força superior que o mantenha nesse estado superior, deixa-se imediatamente levar de novo pela mediocridade. É o que tem sucedido, precisávamos de ter de novo a comandar-nos um Dom Afonso Henriques ou um Dom João I, sem dúvida duas das personagens mais extraordinárias da nossa gloriosa História.

Temos de acordar! Temos de renascer das cinzas como o Fénix… Não com idealogias utópicas mas sim com realidades concretas saídas da acção… Acção que depende de cada um de nós, pois um povo é constituído por todos aqueles que o amam e que dele fazem parte… intelectuais ou artesãos… baixos ou altos… gordos ou magros… bonitos ou feios. Todos nós somos filhos dum mesmo país, não o podemos deixar morrer – sob pena de desaparecermos também, não só como povo, mas também como indivíduos!

Aproveitemos estas eleições para nos desembaraçarmos de tudo o que não presta. Claro que a escolha não é fácil, porque nenhum dos candidatos está à altura das responsabilidades que vai assumir, mas, como se costuma dizer e parece ter sido a opção tomada por Norte-Americanos e Franceses durante as últimos eleições “entre dois males, escolhamos o menos mal”. E pior do que o que temos tido, já não é possível, por isso, qualquer outro governo que possa vir será sempre melhor do que o que temos tido. Pior seria impossível.

© Dulce Rodrigues

 
 
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