CONTACTO    ACTIVIDADES    MÍDIA    EDUCAÇÃO & LEITURA    LIVROS    PLANTAS    LENDAS    GASTRONOMIA


Dulce Rodrigues, escritora

páginas em francês   páginas em português   páginas em inglês

HOME

A Gastronomia faz parte da nossa cultura

Bacalhau à Brás

Caldeirada à Algarvia

Caldo verde à Minhota

Cataplana de frango

Croquetes de carne

Esparregado de nabiças

Fogaça de S. M. da Feira

Folar da Páscoa

Licor de ginja

Pastéis de bacalhau

Peixinhos da horta

Pudim de abóbora

Pudim de leite

Salada à Algarvia

Tarte de amêndoa

Torta de laranja

 

Livro de Visitas

LIVRO de VISITAS

 
 

O PÃO E A SUA HISTÓRIA

Há quem diga que foram os Hebreus que inventaram o pão, mas que foram os Gregos os primeiros a utilizar fornos para o cozer. Quanto aos Romanos, aromatizavam o pão com cominhos, funcho e... papoilas.

A origem do pão perde-se, todavia, na noite dos tempos, quando o Homem abandonou a sua vida nómada para se fixar num sítio, tornando-se agricultor. Foi então que descobriu os cereais, possivelmente o trigo antes de qualquer outro.

E um dia, por mero acaso, a papa de grãos de trigo que tinha preparado e que estava perto do calor do fogo fermentou. O Homem apercebeu-se certamente de que este fenómeno natural tornava as papas mais gostosas e fáceis de digerir. O fabrico dos primeiros pães acabava de ser inventado, e o pão - símbolo do trabalho da terra pelo Homem - tornou-se um alimento de base a partir desse momento.

Hoje em dia, o pão é não só um alimento de base importante para a nossa saúde, essencial até numa dieta de emagrecimento - pois o que engorda não é o pão mas aquilo que o acompanha - como se tornou também uma guloseima apreciada: os padeiros inventam a cada passo novas receitas.

O pão é um alimento que não deve faltar à nossa mesa e, sobretudo pela manhã, ele torna-se uma fonte de energia indispensável: os cereais que o compõem fornecem-nos glúcidos e proteínas vegetais, sais minerais e vitaminas do grupo B. Os glúcidos são indispensáveis ao bom funcionamento do nosso organismo e devem constituir 55% das nossas reservas energéticas diárias: o pão contém cerca de 60% de glúcidos, pelo que desempenha um papel importante neste campo.

Mas se os adultos necessitam de comer pão diariamente, essa necessidade é ainda muito maior quando se trata de crianças, cujo organismo está em pleno crescimento. Por isso, não devemos deixar que os nossos filhos se privem deste alimento.

A título de curiosidade, acrescentaria que as características finais do pão são determinadas pela sua cozedura. Isto quer dizer que a mesma massa pode dar pães de gosto e consistência diferentes.

Este maravilhoso alimento ainda hoje é venerado e tido como coisa divina: ele aparece na oração "Pai Nosso" e constitui a base da hóstia que recebem os fiéis durante a missa católica, e é cantado pelos poetas de todo o mundo. O grande poeta português Guerra Junqueiro dedicou-lhe este belo poema:

Oração do Pão
Homem, levanta a Deus o coração
Ao ver o pão
Ei-lo em cima da mesa do teu altar;
Olha a mesa: um altar!
Ei-lo, o vigor dos braços teus,
O pão de Deus!
Ei-lo, o sangue e a alegria
Que teu peito robora e teu crânio alumia
Ei-lo, a fraternidade
Ei-lo, a piedade
Ei-lo, a humildade
Ei-lo, a concórdia, a bem-aventurança
A paz em Deus, tranquila e mansa.

 

© Dulce Rodrigues

 

<< Voltar

 
 



história do pão

A história do pão
 

história do sal

A história do sal
 

ramo de oliveira com azeitonas

Uma história de oliveira...
e de azeite
 



Siga Dulce Rodrigues no Google

Siga Dulce Rodrigues no Facebook Siga Dulce Rodrigues no YouTube Siga Dulce Rodrigues no Pinterest Siga no LinkedIn  

Copyright © Dulce Rodrigues, 2000-2016. Reservados todos os direitos.