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Dulce Rodrigues, escritora

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HISTÓRIA DO FOLAR DA PÁSCOA

Era uma vez uma rapariga chamada Mariana que sonhava casar cedo. Para conseguir realizar esse desejo, pediu a Santa Catarina que lhe desse um noivo. Mas, em vez de um pretendente, apareceram-lhe dois; um era nobre e rico, o outro, um camponês pobre, e ambos eram jovens e belos. Mariana decidiu pedir de novo a ajuda de Santa Catarina para escolher, de entre os dois, o que mais lhe conviria.

Enquanto rezava, apareceu-lhe o camponês e pediu-lhe uma resposta até Domingo de Ramos. Logo a seguir, foi o fidalgo que se lhe dirigiu, fazendo o mesmo pedido. Mariana não sabia mesmo nada o que havia de fazer.

No Domingo de Ramos, alguém contou a Mariana que os dois homens se tinham embrulhado numa briga mortal por causa dela. Mariana foi a correr até ao sítio onde eles estavam e implorou, uma vez mais o auxílio de Santa Catarina. Quando chegou ao local, a palavra que lhe saiu da boca foi o nome do camponês e, assim, Mariana soube que era ele que devia escolher para marido.

Mas, na véspera do Domingo de Páscoa, alguém avisou Mariana de que o fidaldo fazia tenções de aparecer no casamento e matar o noivo. De novo Mariana dirigiu as suas preces a Santa Catarina.

No dia seguinte, Mariana encontrou em cima da mesa um bolo com um ovo cozido lá dentro e flores à volta. As flores eram as mesmas que ela tinha colocado no altar de Santa Catarina. Mariana correu para casa do noivo e, qual não foi o seu espanto quando este lhe disse que tinha recebido os mesmos presentes. Julgando que os bolos eram um presente do fidalgo, ambos se dirigiram a casa deste para lhe agradecer. Foi então que souberam que o fidalgo também tinha recebido um bolo igual. Mariana pensou que só podia ter sido obra de Santa Catarina.

Os três jovens fizeram uma promessa de reconciliação e, desde esse dia, oferecer um folar (anteriormente chamado “folore”) tornou-se um símbolo de amizade e reconciliação. E assim se tornou tradição os afilhados oferecerem à madrinha um raminho de violetas no Domingo de Ramos, e a madrinha oferecer aos afilhados um folar no Domingo de Páscoa.

Espero que goste das minhas lendas e que me dê regularmente o prazer da sua visita virtual.

Uma Boa Páscoa, com muitas amêndoas e um saboroso folar, de que lhe dou a receita.

© Dulce Rodrigues

 

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